Pudera eu separar-me desta alma e viver do que restara de meu corpo, Sem que meus tormentos alimentassem o remorso que sinto dos meus pecados.
Quisera eu caminhar sem tropeçar nas dores pretéritas que guardo em minh'alma manchada de sangue, Mortificada e apedrejada pelo insidio esmorecedor. Que sobrara do que fui, ou, sou, senão o pó de meus ossos?
Se até mesmo os vermes que bailavam sobre minhas vísceras me deixaram, preferível seria resumir-me ao Nada, sendo como aquele resto insignificante de cadáver humano que descansa em paz o seu perecer, sem alma, sem vida [...]
No calabouço deste mausoléu, vivo preso em minha morte. Ironia cultivada num passado, marcado por Vários assassinatos, cuja morte interpolada me fez um condenado,
A morrer eternamente permanecendo acordado.
A morrer eternamente permanecendo acordado.

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