A luz que não brilha em dia de sol
A sombra que se perde na escuridão
A vida que se desponta entre desejos
A mão que pega e não conduz
O gosto pela lisonja e avareza
O temero sentinela da majestosa paixão
O jargão utilizado sem compreender
O medo de quem nos da prazer
E em pratos secamos nosso rosto
E é hora de dizer adeus
E te abraço como numa despedida
E sei que nada começou
A ingrata fome que não cessa
O seu gosto em minha boca
E vivo assim: como um carnívoro.

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